“Sentimos o medo”, diz um morador da comunidade considerada “modelo” para a intervenção na segurança,

Por Alba Valéria Mendonça, Cristina Boeckel e Fernanda Rouvenat, G1 Rio 16/08/2018 04h00 atualizado a menos de 1 minuto Mulheres de atravessar a rua, observando a ação dos militares na remoção de bloqueios erguido por traficantes de drogas na Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio de Janeiro (Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo), depois de seis meses, desde que foi decretada a intervenção federal na segurança, no Rio, completou nesta quinta-feira (16), os moradores da Vila Kennedy, uma comunidade da Zona Oeste do considerado o modelo de atuação das Forças Armadas, informou que, com a partida das tropas, só restou o medo. Segundo as pessoas ouvidas pelo G1, o domínio de traficantes de drogas, está de volta, e com novas restrições. Todos os moradores que conversaram com a equipe de reportagem, o fez sob a condição de permanecer anônimo. Encurralado e desesperançosos, uma grande parte delas está reclusa em casa, com medo de sair na rua. “A gente sente medo de ir à escola, para deixar a criança na rua”, disse um deles. Um morador diz que a situação na favela é mais complicado quando está escuro. De acordo com ela, apesar de policiais militares fazem rondas no período da noite, o resultado prático das patrulhas é “quase nula”. “Durante a noite é um justo. A venda de drogas, de pessoas andando por aí com armas e pessoas com medo de andar na rua. Tudo voltou ao que era antes”, lamentou. O residente reconhece que os policiais que circulam pela área depois que o sol se põe, a princípio, parecem empenham-se na luta contra o crime. No entanto, ela aponta que até as barricadas que foram retirados pelas Forças Armadas já estão de volta nas estradas de Vila Kennedy. “Eles também colocaram um quebra-mola alta e com vergalhões para o topo. Assim, se o caveirão [veículo blindado] vem, fura o pneu”, explicou. Tanque do exército derruba barreiras colocadas por traficantes de drogas, na rua de Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. (Foto: José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo) de Alívio de tiro é proibido Passado, a ocupação dos militares, traficantes decidiram que, oficialmente, as freqüentes trocas de tiros na comunidade não poderia deixar feridos. Aqueles que vivem na Vila Kennedy explica que os criminosos evitar que as comunicações de cerca de tiro ao alcance, para as autoridades de saúde. “Eles não querem que as Forças Armadas para retornar. Rolou, incluindo um boato de que se alguém ficou ferido a bala, não poderia ir para o [Hospital Albert Schweitzer, para não aumentar as estatísticas e correr o risco de o militar vinda de volta”, disse outro. Desde o início, a ação das Forças Armadas passou a ser questionada por suspeita de arbitrariedade dos militares. Em uma tenda de campanha montado na favela, os moradores foram fotografados e tiveram seus antecedentes criminais verificadas. Por outro lado, havia também as ações de aproximação com a comunidade como um coletivo de serviços públicos e a distribuição de flores no Dia Internacional da Mulher. Homens do exército distribuir rosas para os moradores da Vila Kennedy (Foto: Reprodução / TV Globo) A livre circulação de criminosos durante a noite havia preocupado os moradores. No momento, o questionamento foi feito por que os militares só que patrulhavam a favela durante o dia . O problema veio à tona depois que homens encapuzados fizeram um arrastão dentro de uma igreja católica, à noite, e roubaram cerca de 15 pessoas que participavam de uma reunião de confissões. Mais tiroteios, de Acordo com os dados laboratoriais Fogo Cruzado, de fevereiro a julho de 2018, foram registradas quase quatro mil tiroteios no estado. O número é 31,26% a mais que no mesmo período de 2017. De fevereiro a julho de 2017 – 2.949 tiroteios/disparosFevereiro de julho de 2018 (até as 9h do dia 31 de julho) – 3.871 tiroteios/tiros, De acordo com os Dados Laboratoriais Fogo Cruzado, o número de tiroteios aumentou este ano (Foto: Cláudia Peixoto/ Editorial Arte G1) Já o Instituto de Segurança Pública (ISP) registrou que os dados de homicídio doloso, homicídio, devido à intervenção da polícia, a morte da polícia militar, o furto e o roubo de cargas mostram variações significativas em relação ao ano passado. Somando os registros de cada um desses crimes,s em seis meses, em comparação com o mesmo período em 2017, houve um grande salto no número de homicídios decorrentes de intervenção policial, que foi de 448 para 783. Houve também um aumento no número de casos de homicídios dolosos, que passou de 2.606 para 2.626, e um aumento significativo no número de roubos em geral passaram de 118.351 para 119.064. Já o número de PMs mortos no período foi reduzido de 16 para 14. Assim como o roubo de carga, o que passou de 5.395, de fevereiro a julho de 2017 para 4.790, no mesmo período, com a intervenção do governo federal. Números desde fevereiro, Em fevereiro de 2018, o mês do início da intervenção, os cinco principais indicadores apontam para um aumento do número de ocorrências. Especialmente o número de furtos, que no ano passado saltou de 9.714 casos para 19.684. Na comparação entre os meses de março do ano passado e março deste ano, houve um aumento no número de homicídios (a partir de 498 a 508), as mortes de PMs (1 a 4), roubo de carga (a partir de 718 para 918), roubos e furtos em geral (19.493 para 21.040). Houve uma diminuição apenas no número de homicídios decorrentes de intervenção policial (de 123 109). Em abril de 2018, tem sido registrada uma queda significativa no número de ocorrências de morte de policiais militares – que em abril do ano passado foram sete contra um, este ano a furtos e roubos de carga em geral. Mas os assassinatos continuaram aumentando. Em maio deste ano, o número de roubos de carga foram menores do que no ano passado, bem como o roubo, em geral, e de homicídios dolosos, embora ainda com a abundância de registros. Morreu mais oficiais da polícia militar (3 contra 1, em maio de 2017) e houve mais casos de morte em ações policiais, que aumentou de 97 casos no ano passado para 142 em maio de 2018. Os casos de roubos em geral também foram menores em junho deste ano (19.501) do que no mesmo mês em 2017 (21.165). Também caiu o número de homicídio doloso e roubo de cargas. Mas houve um aumento de casos de homicídio em intervenções policiais e o número de mortes de policiais manteve-se estável, com um caso registrado tanto em 2017, este ano. Em julho deste ano, para o terceiro mês consecutivo, houve uma redução no número de roubos em geral e, também, do roubo de carga, em comparação com o mesmo período de 2017. Também morreu em menos de policiais militares. Mas os assassinatos aumentaram no sexto mês da intervenção federal na segurança do estado. Rio de Janeiro

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