Inédita no Brasil, a comédia de Ernst Lubitsch ridiculariza costumes da burguesia – na verdade – Estadão

Morrendo de mercado de home video fez a passos largos para se tornar um nicho de fetichistas colecionadores. Os DVDs vão em breve se tornar relíquias, e o mais raro e exclusivo de seu conteúdo, mais chances de sobrevivência no mercado.

As Obras-primas, o distribuidor que pretende acompanhar de perto a nova tendência do segmento, basta fornecer um importante redescoberta em torno de – bastante apagada, hoje em dia, – a memória do trabalho do alemão Ernst Lubitsch (1892-1947). É Als Ich Tot Guerra (algo como “Quando eu estava morto”), de 1916, o filme totalmente inédito no Brasil, e a mais antiga obra de Lubistch para resistir ao tempo.

RIO – 10ª Vara Cível do Rio determinou que o empresário Eike Batista e seu filho Thor para pagar uma multa de R$ 500 mil para a família do ajudante de caminhoneiro Wanderson Pereira dos Santos, que morreu depois de ser atropelado por Thor em março de 2012. Este valor é cobrado pela família de Wanderson, como punição por Thor ter contado, durante depoimento à Justiça, que pagou R$ 630 mil para parentes de Wanderson.

De acordo com a decisão do juiz Ricardo Cyfer, Eike e Thor pode recorrer da multa, mas apenas para recolher o valor da multa ou indicar uma propriedade de valor semelhante, que serve como uma garantia de pagamento.

Após o acidente, mesmo alegando não ter culpa pelo atropelamento, Thor fez um acordo com a família do ajudante de caminhoneiro. Ele ofereceu R$ 315 mil para a esposa de Wanderson, Cristina, R$ 315 mil para a tia que criou o menino, Vicentina, e de R$ 100 mil para um amigo da família que ajudou financeiramente e emocionalmente Cristina e Vicentina, nos dias seguintes ao hit-and-run. O advogado que representou a família na negociação recebeu R$ 270 mil.

Quando da assinatura do contrato, em 22 de março de 2012, os participantes comprometeram-se a não divulgar valores, sob pena de ter que pagar r$ 500 mil para o partido oposto. O dinheiro foi pago um mês depois.

De acordo com o advogado da família de Wanderson, Cléber Rumbelsperger, durante o depoimento à Justiça, em abril, Thor disse a ele sobre o acordo e não pediu para ser decretado o segredo de Justiça. “Se os advogados de Thor tinha feito isso (o segredo), mesmo se o juiz não deve ser, eles teriam cumprido a sua parte. Mas não pedi, então, Thor quebrou a cláusula que dá direito a multa.”

No dia 15 de maio de 2013, o Ministério Público anunciou o acordo e, desde então, de acordo com o advogado, Cristina e Vicentina começou a ser dirigida por familiares e vizinhos em busca de dinheiro.

Representantes de Batista ainda não se manifestaram sobre o caso.

Revisão Lubitsch é olhar para a pré-história do cinema alemão, que já mostrou uma grande maneira muito antes de expressionismo. A alemanha poderia muito bem ser considerado o verdadeiro berço do cinema, como os irmãos Skladanowsky apresentados os berlinenses seus Bioscópio poucos meses antes, o Cinematographo Lumière vêm à tona em França. O espectador alemão foi dada para consumir, abundantemente, as produções dos americanos, italianos e franceses. Mas, até 1910, o país tinha pouca produção própria. Ele era um produtor teatral do famoso Max Reinhardt, alinhar algumas idéias de alguns diretores contratados para consolidar algo mais próximo de uma indústria cinematográfica.

Na aurora de uma Grande Guerra, os roteiros focados em trazer para a tela o heroísmo do germânico e pequenas dramatizações das vitórias alcançadas nas batalhas de movimento e expansão. Por volta de 1915, quando tornou-se cada vez mais claro que as hostilidades se prolongariam além do esperado, e a guerra de movimento tornou-se estático, os produtores de cinema tinha que encontrar fórmulas que amainassem o clima tenso na população. Começou, então, uma enxurrada de melodramas e comédias, como de costume. É neste momento que surge a Ernst Lubitsch, os jovens do grupo de Reinhardt, que dividiram suas inclinações artísticas, com um emprego em part-time na loja de seu pai, um comerciante judeu, que legou a seu filho um refinado senso de humor.

Em Als Ich Tot Guerra, o espectador é confrontado com uma trama farsesca muito recorrente no mundo da Lubitsch. Em suma, estamos diante de um casal que vive uma certa estabilidade financeira e material, em uma residência confortável, com alguns criados. O problema é que a mãe da moça que vive com os dois, e faz a vida de seu filho-de-lei vivido por ele Lubitsch – inferno, você já considerado dono da vida da filha, dos funcionários da casa e até o pobre do cara que só quer um pouco de paz para ir ao clube, à noite, para jogar uma partida de xadrez com os amigos. Depois de uma discussão com o musaranho, Lubitsch é expulso da casa e sua esposa está de acordo com, convencido pela mãe, dizendo que o marido morreu. Para voltar para a casa sem ser notado, e antes de sua mãe-de-lei de encontrar outro pretendente para sua filha, Lubitsch disfarça-se como um candidato para o novo empregado da casa, e passa para sabotar o plano de o casamento do velho para fazê-la acordar para ir embora e deixar o casal em paz. O filme, que consiste de três breve atos, atinge o ápice da comédia nas cenas em que o pobre rapaz, no limite de seu ódio, despe-se de escrúpulos, e passa a chantagear a mãe-de-lei, que, não sabendo o que o empregado é quem ele é, passa a flertar com ele em privado.

Esta não é apenas uma comédia pastelão. É, acima de tudo, uma sutil crítica à moral burguesa e aparições, enfraquecida por um estado de exceção em tempos de incerteza. Além disso, a invenção de imagens de Lubitsch denota um autor à frente de estética, filme daqueles dias. Atenção para a cena em que o frívolo mulher penteando na frente do espelho. Uma dupla reflexão nos revela um fundo de sensualidade feminina mista metáfora tema principal do filme: o que vemos não é o que ele realmente é, ou pode ser visto de formas diferentes, como o personagem central, que também precisam de ocultar a verdadeira identidade para resolver o seu conflito.

A escolha das Obras-primas mistura, sem qualquer critério aparente, as fases do alemão e diretor americano. Então, nós temos, ainda, Madame Dubarry (1919), um Ladrão de Alcova (1932), Parceiros no Amor (1933), e A Oitava Esposa do Barba Azul (1938). Todos os problematizam com sarcasmo temas espinhosos, já que a vida da amante do rei Luís XV, passando por um “proto-caroline”, o temido legitimidade oportunistas roubo e traição. Assim, é clara a unidade da coleção: um olhar mais abrangente e analítico sobre as motivações dos personagens no universo do diretor, em que os menores e mais insignificantes desejos movem suas ações.

Em 1939, Ernst Lubitsch seria chegar a um que é considerado o seu ponto mais alto, Ninotchka, para participar de correr moral e críticas duras à política global na véspera do que seria a maior prova de falha humana. É o que podemos chamar de um niilismo piada, que faz o divertimento do inevitável falibilidade nos relacionamentos e que nos faz rir de nossas próprias inclinações, e por mais íntimo, e um absurdo eles podem ser.

*Donny Correia é doutor em estética e história da arte pela USP. Publicou, entre outros, ‘Cinematographos de Guilherme de Almeida, Antologia de Críticos de Cinema’ (2016)

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